quarta-feira, 16 de novembro de 2016

HISTÓRIA | PORQUE SENADOR SÁ SE CHAMA SENADOR SÁ.

Francisco Sá
É do conhecimento de todos que antes de sermos Senador Sá, éramos Pitombeiras, distrito de Massapê, etc... desmembrado pela lei, etc... Mas você sabe porque o nome foi mudado? Porque passou de pitombeiras - a prospera pitombeiras - para Senador Sá?

O Blog Correio Senadorsaense CS1, traz com exclusividade a resposta a esta pergunta, para você leitor.
Senador Sá, recebeu este nome em homenagem a um Senador da republica de nome Francisco Sá. Mas quem foi Francisco Sá?
Francisco Sá, mineiro de nascimento, filho de uma das famílias mais rica de Minas Gerais, Neto de Barão, era jornalista e engenheiro. Após forma-se em 1884, recebe o convite de um político mineiro para ser secretário do governo provincial do Ceará, aqui chegando, casa-se com a Olga Nogueira Pinto Accioli, a filha de um dos homens mais rico e influente no Ceará, na época o vice-governador provincial, o comendador Antônio Pinto Nogueira Acióli, que assumiu o Ceará em 31 de maio de 1884.
Nogueira Acioli
Em 1885 Francisco Sá, perde o posto de secretário de Estado, e é nomeado engenheiro fiscal da Estrada de Ferro Baturité, nos anos seguintes trabalhou onde o governo o designou, dentre estas, Fortaleza e na Ibiapaba, onde esteve em busca de cobre.
Olga Acioli
Em 1888, mesmo residindo no Ceará, é eleito deputado provincial em sua terra natal, Minas Gerais. Em agosto de 1889, nas últimas eleições do império, graças a força política de Nogueira Acioli é eleito deputado geral pelo Ceará, no entanto em 15 de novembro do corrente ano, é proclamada a república.
Após a proclamação da república, Francisco Sá dá um tempo a política, dedicando-se a sua atividade de engenheiro e estudando.
Retorna a política em 1897 quando é eleito ‘por debaixo do panos’ a deputado federal pelo Ceará. Em 1900, é reeleito deputado federal pelo Ceará.
É aqui que começa a parte que nos interessa, é necessário narrar até aqui, para que o leitor tenha conhecimento pleno dos fatos.
Em 1901, no governo de Pedro Augusto Borges, no Ceará e Manuel Ferraz de Campos Sales, no Brasil, foi um dos deputados que mais lutou para concessão de verbas para combate as secas. A disputa por verba, gerou vario embates entre câmara e senado. Ao lado de outros deputados conseguiu para o Ceará, com exclusividade, um credito de dez mil contos de réis.
Em 1903, é novamente eleito deputado federal, permanece mais um mandato no posto. Em 1906, com o apoio do sogro, tenta uma vaga ao Senado, e é eleito.
Em 14 de junho de 1909, morre o então presidente do Brasil, Afonso Augusto Moreira Pena, vítima de uma pneumonia. Na mesma data assume a presidência o vice-presidente, Nilo Procópio Peçanha. Nilo Peçanha, reestrutura sua equipe ministerial para conduzir o Brasil até 15 de novembro de 1910.
Francisco Sá, então senador da república, indicado por Nogueira Acioli, é chamado a assumir o ministério de Viação e Obras públicas.
Francisco Sá, talvez por ter sentido a realidade do povo nordestino, ou porque queria apenas melhorias para a região norte de Minas Gerais, não se sabe ao certo, desde quando deputado, sempre lutou por melhorias para os flagelados do nordeste.
Á frente do MVOP Francisco Sá tratou logo de criar um órgão, uma subdivisão do seu ministério para cuidar exclusivamente do combate à seca no nordeste, e assim cria a Inspetoria de Obras Contra as Secas – IOCS. 
De início, Nilo Peçanha rejeitou a ideia, porém, depois de inúmeras viagens do oligarca cearense, sogro de Sá, ao Rio de janeiro, em 21 de outubro de 1909 por decreto, é criado a IOCS, vinculada ao ministério de Viação e obras públicas.
Entre 1909 e 1910, tempo em que esteve à frente do ministério, várias ‘grandes obras’ de combate as secas foram pré-aprovadas para o Ceará, dentre as quais podemos citar o açude tucunduba, que ao contrário do que muitos pensam, foi ele o real impulsor do desenvolvimento da Pitombeiras.
Com a obra pré-aprovada e ainda estando no senado e o seu sogro ainda no poder cearense, foi fácil.
Mesmo com o sogro, Nogueira Acioli, deposto em 1912, o trabalho já havia sido feito. Neste mesmo ano, foi aberta a concorrência pública para construção do açude, mas, ninguém compareceu. A própria IOCS assumiu os trabalhos do açude, que fez da Pitombeiras, que era apena um pequeno arraial, composto de por várias fazendas, dentre as quais podemos citar; salgado, enjeitado, picos, lagoa comprida, boi manso entre outros, um outro lugar.
Foi somente com a chegada do açude que a estação de pitombeiras ganhou volume e formou-se os aglomerados de casas as margens da linha do trem.
Com o término do açude em 1919, ficou como legado as casas, os armazéns e as bodegas.
Pitombeiras ganhou tanta notoriedade, que, em 1920 no primeiro recenseamento geral do Brasil, Pitombeiras, que nada era além de um arraial devido seu grande volume de residências, é enquadrado como distrito, o distrito de Pitombeiras, pertencente a Granja, com uma população de 611 habitantes.
Depois disso houve uma disputa política por pitombeiras, que será detalhado no livro que está sendo escrito pelo Robson Yguana, sobre a história de pitombeiras.
Em 23 de abril de 1936, Francisco Sá vem a óbito aos 73 anos. Em 1938, o distrito de Pitombeiras passa a chamar-se Senador Sá, no mesmo ano, em Minas Gerais, é criado o município Francisco Sá, também em homenagem a este grande homem.
Claro que para mudar o nome de um distrito para outro, tem forças políticas agindo por trás, no livro previsto para ser lançado 2019, saberemos.

Fonte: Correio Senadorsaense, escrito por Robson Yguana.


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